O melhor pastel da cidade

Pastel é bom, gostoso e barato. Por saber desse particular gosto do brasileiro, a prefeitura de São Paulo está organizando o concurso “O Melhor Pastel de Feira da Cidade”. Dividido em três etapas: votação popular; júri secreto e final. Este último, com voto de chefs de cozinha, jornalistas e críticos de gastronomia.

Na final do concurso, será analisado apenas o pastel recheado com carne. Durante a fase de votação popular os consumidores  poderão dar notas para a barraca, além de experimentar todos os sabores. A final acontecerá na Praça Charles Miller, em agosto.

No ano passado, a feirante vencedora foi Dona Maria. “O título foi muito bom para os negócios. Gostaria de ganhar de novo”, disse. A diferença da edição anterior é que se o feirante que comprovar que faz uma destinação correta do óleo de fritura ganha bônus. Além de visitas surpresas às 50 melhores barracas definidas pelas notas populares. Tudo para testar a qualidade e o atendimento.

 
O primeiro colocado no concurso receberá prêmio de R$ 8 mil. O segundo lugar receberá R$ 2 mil e o terceiro,  ganhará  R$ 1 mil. Além dos prêmios em dinheiro, cada um dos 10 finalistas terá direito a montar sua barraca em um ponto da cidade durante a Virada Cultural de 2011 e consequentemente aumento nas vendas.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na sede da ABAST, que fica no Mercado Municipal da Cantareira – Rua da Cantareira, 216, até o dia 14.

Mais informações podem ser obtidas na Supervisão Geral de Abastecimento, telefone: (11) 3313-2444 – Ramal 232 ou no Sindicato dos Feirantes, telefone: (11) 3227-4555.

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Arigatô e azeite de dendê

Sob os flashes de câmeras fotográficas, azeite de dendê, camarão, peixe e óleo são as grandes estrelas de uma aula de culinária bastante inusitada. Na cozinha de um restaurante
nos Jardins, imigrantes japoneses têm uma aula na qual aprendem o que é que a baiana tem.

A aula de culinária brasileira voltada para imigrantes japoneses começa pontualmente às 19h30
e termina às 22h. Sem atraso, os cinco alunos preparam a caneta e as câmeras digitais para registrar todos os momentos, já que não colocam a mão na massa.

Durante a aula, são preparados dois pratos salgados e um doce. O chef e professor Carlos Ribeiro explica a história dos ingredientes utilizados nas receitas. Tudo em português, com a ajuda da amiga e tradutora Kanako Yamada.

A ideia das aulas surgiu de Kanako, que chegou ao Brasil há quatro anos para acompanhar o marido, empresário que abriu os olhos para as oportunidades daqui. A dona de casa sempre caminhava perto do restaurante e, quando resolveu entrar, adorou o local. Surgiu, assim, a amizade com o chef, paraibano e grande admirador da cultura japonesa.
Ele já visitou três vezes o país do sol nascente.

No preço de R$ 150 por aula estão inclusos ingredientes, um manual em japonês (escrito por Ribeiro e traduzido por Kanako), a degustação das receitas e alguns ‘mimos’, como pastéis, caipirinhas e até uma aula de samba. Carla Soares, ajudante do restaurante e passista da escola de samba Gaviões da Fiel, foi quem ensinou as moças a sambar. “Elas são superempolgadas. O chef comentou que eu sambo, e elas quiseram aprender. E não fizeram feio”, diz.

Os alunos, que raramente se manifestam, só palpitam quando olham a frigideira e o açúcar.
“Eles não gostam de muito óleo na comida, pois na culinária japonesa, é tudo cozido ou no vapor.

A sobremesa eu também preciso escolher a dedo. Eles não gostam de comida muito doce”, diz Ribeiro. Por outro lado, os alunos amam frutas. As preferidas são manga e maracujá.

Enquanto o chef prepara o peixe para a torta capixaba, a aluna Yuka Shiobara faz um discreto comentário, em japonês, para a amiga Michiko Otami. Kanako traduz: “Ela disse que acha a culinária brasileira muito difícil”.

No final da aula, as alunas levam um pote para guardar as sobras.
O chef explica: “O Japão já passou por inúmeras guerras. Eles sabem o que é passar fome. Desperdício de comida é tão grave que tem até um nome para isso: ‘montanai’”.

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Glacê x Buttercream: uma batalha onde nós é que somos vencedores

Por Nádia Lapa

Sempre tive restrições ao buttercream. A ideia de ter um “creme de manteiga” na cobertura de um doce meu não me agradava MESMO.  Eu desconfiava das receitas, achava que elas eram mal traduzidas (o buttercream é muito comum nos EUA) e que de jeito nenhum nosso clima suportaria algo feito à base de manteiga. Resultado: sempre cobri meus cupcakes com chocolate mesmo ou com pasta americana.

Resolvi arriscar. Se ficasse ruim, pelo menos ficaria lindo, né? De fato, olha a belezura que ficaram meus cupcakes feitos essa semana:

 

Dá até pena de comer!

 

E qual é a grande diferença do buttercream pro glacê? Bom, na verdade, quase nenhuma. A gente está tão acostumada com aqueles bolos de casamento que nem pensa do que a cobertura foi feita. Hoje em dia muitos são cobertos com pasta americana, mas as flores normalmente são de glacê real.

Há dois tipos de glacê: o mármore e o real. O primeiro é aquele que serve pra fazer uma cobertura lisinha, branquinha e sem defeitos (pode ser de outras cores com algumas gotas de corante). Adicionando ainda mais açúcar, ele fica com a consistência ideal para usar em sacos de confeitar. Já o segundo não serve para cobrir os bolos; é somente para decoração, com o auxílio do saco e bicos (para fazer flores, folhas, etc).  Todos levam MUITO açúcar de confeiteiro, mas o mármore tem a gordura vegetal como base. É um horror trabalhar com ele – demora a dar o ponto e suja absolutamente tudo. A batedeira fica engordurada durante anos (é preciso usar água quente para lavar) e os sacos de confeitar não podem ser reaproveitados (em tese, eles são descartáveis, mas a gente acaba lavando e reutilizando).

Então, quando a gente come essas coberturas, já sente as artérias todas se entupindo imediatamente. Então, por que reclamar do buttercream? Eu me rendo! Confesso que gostei bastante do sabor do buttercream, sem contar que fica bem mais bonito do que com glacê. As duas coberturas estragam com facilidade (à exceção do glacê real). Apesar do glacê não precisar mais ser feito com clara de ovo (substituída pelo pó de merengue, encontrado em lojas de produtos de confeitagem), a gordura vegetal começa a ficar meio melecada com o tempo. É claro que em dias frios isso não é problema.

Já o buttercream aguenta bem um calorzinho ameno, mas leva leite na fórmula; logo, convém comer logo logo (até parece que isso é um sacrifício!). A consistência é ótima: não fica quebradiço e os confeitos grudam direitinho, se colocados logo após a decoração.  O único “contra” do buttercream é que rende pouco, e acaba ficando caro.

Mas, fora isso, está aprovadíssimo. E, nesta batalha entre coberturas, é o campeão. ;)

ps: sim, eu vou colocar as receitas aqui. Mas em outro post.

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Barra Doce, preço salgado

A Barra Doce é uma conhecida loja de artigos de confeitagem aqui em São Paulo. O legal é que eles têm também uma loja online e fazem entregas em todo o Brasil.

Confesso que as coisas são mais caras do que em alguns concorrentes e que o atendimento na própria loja às vezes deixa a desejar (uma vez fui seguida o tempo todo por um funcionário. acho que ele pensou que eu ia roubar algo).

Além disso, a Barra Doce só parcela as compras acima de 200 reais. Eu, que sou a rainha do parcelamento no cartão, não gosto disso.  Ou talvez goste, porque se eles parcelassem valores menores talvez eu estivesse ainda mais endividada.

Com todos esses contras, a gente tem que pensar nos prós também. Além da venda online, a loja tem coisas muito fofas, como estas:

Forminhas para doce – 24 unidades saem por R$ 24,90 + frete
Isso aí serve pra enrolar em volta do cupcake. Não é lindo? Por R$ 6,90 + frete você leva 12 unidades

Transfer fofo, fofo, fofo. Aliás, preciso mostrar como usar o transfer, né? Bom, uma folha sai por R$ 7,00 + frete

Ah, pra quem é de Sampa, vale a visita à loja. Eu acho que o estoque lá é maior do que no online. É fácil de parar o carro e o estacionamento é grátis. Mas tem que ficar bem de olho quando entrar na rua, pois você pode acabar passando direto – a fachada é bem discreta.

Eu reclamo do preço da Barra Doce comparada às concorrentes daqui do Brasil mesmo. Mas quando a gente vê o preço das coisas lá fora, fica ainda mais revoltada. Um suporte para sacos de confeitar sai aqui por R$ 79,90, enquanto nos Estados Unidos o mesmo produto custa US$ 9,99, isto é, menos de R$ 20,00. Um absurdo!

Barra Doce

Av. dos Eucaliptos, 301 (entrando na Avenida pela Santo Amaro, fica à esquerda, logo no início da rua)

(11) 5543 6652 ou (11) 5533 3560

Segunda a Sexta: das 9:00h as 18:00h
Sábado: das 9:30h as 13:30h

Blog: http://barradoce.blogspot.com/

Twitter: @barradoce

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Um pedaço do paraíso. Mesmo.

Tem como errar com chocolate e açúcar? Mesmo se a receita – ou o cozinheiro – não for espetacular, o resultado sempre será maravilhoso. Mas pra começar muito bem este blog, eu conto pra vocês como fazer um doce que impressiona e nunca dá errado. Se teve uma coisa que aprendi no meu primeiro emprego foi como fazer os brownies que a minha chefe levava pra nós de vez em quando.

Brownie fácil e delicioso!

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 2 xícaras de chá de açúcar
  • 2 tabletes de margarina (daqueles que vêm no pacotinho de “culinária”; cada tablete tem 100 gramas)
  • 1 xícara de chá de chocolate em pó (da Nestlé, aquele de caixa vermelha com dois padres. dá cerca de metade da caixinha de 200 gramas)
  • 1 xícara de chá de farinha de trigo comum
  • Essência de baunilha e nozes picadas a gosto.

Coloque os quatro ovos em uma tigela e misture com o açúcar.

Eu queria virar um omelete, mas vou virar um docinho!

Se você tiver uma batedeira, ótimo. Se não, dá pra bater na mão mesmo numa boa (se você tiver um fouet, melhor ainda).

Prazer, eu sou o fouet (o utensílio vermelho; lê-se fuê). E é assim que a massa fica quando se mistura o açúcar aos ovos

Enquanto isso, derreta os tabletes de margarina em uma panela. Quando estiver derretida, acrescente a xícara de chocolate em pó e misture bem. Mantenha o fogo baixo para que o chocolate não queime.

Junte então ao creme de açúcar e ovos (fora do fogo), misturando, mas sem se preocupar se o bolo vai ficar aerado ou não. Lembre-se: brownies são meio soladinhos mesmo.

Materialização do paraíso: o chocolate encontra o açúcar

Quando estiver tudo juntinho, coloque a xícara de chá de trigo, misture mais um pouco… e só! Se você curte nozes e baunilha, esta é a hora de colocar na massa.

Nesse momento você pensa: "eu tenho mesmo que colocar isso no forno? já está tão delicioso..." Sim, tem. Vai ficar melhor ainda!

Coloque a massa em uma assadeira untada e enfarinhada.  Como o brownie não leva fermento, deixe a camada mais ou menos na espessura que você deseja que ele fique após assado – ele vai crescer muito, muito pouquinho. O ideal é deixar um pouco mais grossinho, senão fica ressecado.

Como em toda receita, o forno deve estar pré-aquecido. A temperatura depende muito do tamanho do seu fogão e da potência do gás; na dúvida, mantenha o fogo no médio e deixe seu tabuleiro lá por no mínimo 25 minutos. A partir daí, recorra ao velho truque de espetar um palito pra ver se a massa já assou. Se você sentir a massa meio durinha e deixando um pouco de umidade no palito, você acertou em cheio.

Espera só mais um pouquinho!

Daí é só esperar esfriar um pouco, cortar as fatias… e devorar tudo. Confesso que acabo comendo o brownie meio morno mesmo. E nunca tive dor de barriga por isso!

Tenha inveja. Eles estão aqui ao meu lado. :D

Como brownies não são lá muito bonitos, você pode cobrir com brigadeiro, comer com sorvete e calda de chocolate, cobrir com pasta americana… Podem até ser feinhos, mas são uma delícia!

QUANTO CUSTA

Eu dobrei a receita acima e deu em um tabuleiro retangular de 40×27 cm, e ainda sobra um pouquinho.

Os preços praticados hoje pelo Pão de Açúcar online são:

Trigo – 1 kg – R$ 1,59

Margarina culinária Primor – 400 gramas – R$ 4,02

Dúzia de ovos – R$ 3,52

Chocolate em pó Nestlé – R$ 8,87

Açúcar – 1 kg – R$ 2,55

Total: R$ 20,55

Dos ingredientes, se você dobrar a receita, só vai sobrar açúcar, trigo e 4 ovos. O resto é a quantidade certinha. É, não é barato – até porque sequer incluí as nozes nessa conta aí (você sempre pode substituir o chocolate por algum menos caro, mas não fica tão gostoso) -, mas vale a pena! A não ser que você tenha alguma amiga bondosa como eu que vá alegrar sua manhã de sexta feira com um docinho especial!

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Who bites

Juliana Faddul nasceu em São Paulo, em 1990. A milhares de kilômetros dali, e onze anos antes, Nádia Lapa veio ao mundo em Manaus. As duas se encontraram porque decidiram perder um domingo de dezembro da vida delas num vestibular para a faculdade de jornalismo. Três meses depois, caíram na mesma sala do quinto andar de um conhecido prédio da capital paulista. Dois anos mais tarde, as duas trocaram de turno. E caíram na mesma sala. De novo.

Mas não são só os corredores da faculdade que unem as garotas – isso não é suficiente para passar para a vida virtual. É necessário um pouco mais. Elas gostam de seriados e programas de TV, ainda que Juliana seja da geração Chiquititas e Nádia tenha crescido dançando Ilariê. Curtem falar de celebridades – e as duas trabalham (ou já trabalharam) com isso. Convenhamos: disso todo mundo gosta. E de comer? Ah, isso também. E elas gostam muito.

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